passou
não viu a
brisa do tempo
soprar
sabe, perdeu
tanto tempo
travando os
dentes
sabe defesa?
quando se perdia
em lembranças
sabe
assim
rangido?
sabe,
se rangia
por dentro,
como portas
velhas que ainda insistem aberturas
sabe, percebia
mesmos
traços
destroços
num rosto alheio
sabe o tempo?
perdera
sem se
conhecer
perdendo
tempo
com o que
não sabia sentir
sabe, ali
nos resquícios
do que se
tornara
era pó
das coisas
sabe...
sabe, lá
qual era o
tamanho importante
desse todo sentido
de si
sabe
auto
piedade?
perdera com
o tempo
sabe, o
tempo?
parou
quando passou o tempo do outro
no tempo do
outro não havia
mais nem
tempo muito
menos espaço
sabe um vão?
sabe chorar por
entre frestas
apagões do
tempo que insistia em branco
deixar
sabe, o
branco era tudo que tocava
sabia encontrar
o branco
e quase enxergava,
como o vento
cega dos
olhos
brancos
sabe branco,
como o tempo?

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