terça-feira, 20 de dezembro de 2011

do sms, da morte, das horas, da chuva, de Lir(a)teliê


foto: Liliane Santi / passos: Anybool Crys / caminho: autor desconhecido

9h42 – Um beijo!

9h47 – Te adoro. Isso te deixa feliz?

9h51 – Aqui acontece uma chuva gostosa. Estou sentado numa janela, tomando pingos e escrevendo pra você ficar contente.

9h52 – (por mim)

9h58 – A morte não dói, o que dói é não entendê-la. A gente vai se encontrar, sempre. Lirateliê precisa compor figurinos em todas as vidas.

10h02 – E se na próxima vida eu vir nuvem, montarei um ateliê de chuva para todos os gostos. E a humanidade será mais feliz nas minhas precipitações.

10h04 – Farei chuvas especiais para tu, coloridas, musicais e saborosas.

10h07 – Dançarás na rua com a língua estirada pro céu enquanto te banho. Seria nuvem pra te ver feliz.


cena de escrita: sutilmente inspirado e pós-resultado em "Inquietos".